Fênix
Antigamente ela vivia porque precisava
tudo o que fazia era porque seus olhos estavam abertos
e seu corpo se movia.
Muitas vezes quis parar no meio do caminho,
sentar-se no chão e deixar que as raízes crescessem,
árvore, vida de fotossíntese.
Mas uma força – demoníaca e divina – a fazia caminhar,
bater em portas que estavam fechadas,
com mãos que já não sentia,
e um corpo que já não importava.
Nessa peregrinação o corpo, a alma, os desejos,
tudo foi se desfazendo, em trapos, migalhas, restos,
cinzas.
Um dia, de repente, não mais que de repente,
ela renasce, como um estouro, passe de mágica,
linda, divina, cheia de graça.
R E N O V A D A.
Eu a encontrei dentro de mim...
E você? Já procurou onde ela está?
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